CONTACTOS
 
MEDIA
 
MAPA
 
GUESTBOOK
 
EVENTOS
 
SERVIÇOS
 
HOME
 
Sobre o Peter Café Sport


Era o ano de 1888, Ernesto Ávila Azevedo, meu bisavô, proprietário de um bazar de artesanato regional na cidade da Horta, foi à capital do reino para expor na Feira Industrial de Lisboa, os seus melhores artigos manufacturados na ilha do Faial. Foi, e trouxe consigo uma medalha de ouro… No início do séc. XX (1901), Ernesto Azevedo aproximou-se do porto da cidade onde vivia, a Horta, para fundar no lugar onde existe actualmente o café, a “Casa Açoreana”, juntando ao artesanato a venda de bebidas. Na Horta a época dos baleeiros atingia o auge, e assistia-se à instalação das companhias dos cabos submarinos.

Meu avô, Henrique Ávila Azevedo, trabalhava com o seu pai Ernesto na altura da Primeira Guerra Mundial, e por isso conheceu o cosmopolitismo de então. A influência inglesa e alemã das companhias dos cabos submarinos, influenciaram também os faialenses pelo gosto pelo desporto e meu avô praticou futebol, ténis e pólo aquático. Quando, em 25-12-1918, mudou o estabelecimento para a casa ao lado do negócio do pai, alterou também o seu nome, nascendo o “Café Sport”, colocando como símbolo, no seu exterior, a águia de uma baleeira americana, que hoje se encontra sobre o balcão, assim como a cor que ainda hoje mantém: o azul “royal” da tinta oferecida pelos tripulantes dos rebocadores holandeses.

A guerra, as guerras, um dia haviam de continuar a marcar esta geração de gente de um bar de cais. No início da Segunda Guerra Mundial, o navio “H.M.S. Lusitânia II” da Royal Navy, que perdeu a popa devido ao lançamento de uma bomba de profundidade que rebentou antes do tempo, esteve estacionado no porto durante todo o conflito mundial. Foi então utilizado como base de distribuição de munições e apoio para as embarcações que desempenhavam missões militares no Atlântico Norte. Meu pai, José Azevedo, era um jovem nessa altura e trabalhou neste navio. Um dos oficiais achando-o muito parecido com o filho que tinha ficado em Inglaterra, pediu-lhe para o chamar de “Peter” para se sentir mais perto do filho. Meu pai para lhe agradar aceitou, acabando este novo nome por suplantar o nome de baptismo.

Na década de 60, o Faial começou a receber com regularidade um novo tipo de visitantes: os tripulantes das embarcações de recreio à vela, que desafiavam os perigos do mar em veleiros, por vezes bastante pequenos, os iatistas, a quem os faialenses chamaram de “aventureiros”.

O Peter Café Sport tornou-se um local de apoio aos iatistas que cruzam o Atlântico, como bar, restaurante, local de informações, posta-restante, casa de câmbios, delegação meteorológica, algumas vezes casa de misericórdia e com tudo isto tornou-se um símbolo de amizade para os navegadores.

Eu, José Henrique Azevedo, comecei a trabalhar no café com o meu avô e com o meu pai desde muito novo, ainda nos anos 60, e a tempo inteiro em 1979. Ajudei o meu pai a abrir o museu de Scrimshaw (arte de gravar os dentes de cachalote), que alberga uma das maiores e mais belas colecções do género a nível mundial, que nos orgulhamos de mostrar no 2º andar do nosso café, na Horta.

Tenho tentado manter vivas as razões que transformaram o Peter Café Sport numa paixão para quem vive ou gosta do mundo náutico. Por isso, faço votos para que o nosso serviço vos agrade, de forma a que possamos contar com a vossa presença assídua e com a vossa amizade.

Bons ventos!
José Henrique Azevedo






servicos
Lorem Ipsum AnteriorSeguinte
servicos
Lorem Ipsum AnteriorSeguinte
servicos
Lorem Ipsum AnteriorSeguinte